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Energia e determinação no empreendedorismo

O incômodo com um problema recorrente faz com que pensemos em diferentes maneiras de solucioná-lo. Mas só aqueles que dedicam energia e tempo para um envolvimento maior podem desenvolver soluções profissionalmente. Ou seja, não só criar um protótipo ou um serviço e idealizar a operação, mas conduzir rotinas de produção e comercialização, manter a satisfação de consumidores e ampliar o portfolio de soluções para crescer rapidamente. O caminho do empreendedorismo começa com pesquisar o mercado, entender as reais necessidades dos potenciais clientes, testar hipóteses, ajustar o projeto e, principalmente, acreditar no propósito que moverá o novo negócio. Exige mais que criatividade. Demanda coragem para assumir riscos, disciplina para executar e perseverança diante dos inúmeros obstáculos que surgem. Mais que uma boa ideia, é a disposição para agir, aprender com os erros e se adaptar constantemente que diferencia aqueles que conseguem criar algo relevante e sustentável no mercado. A verdadeira oportunidade de negócio exige comportamento profissional do candidato a empreendedor. Exemplos de empreendimentos que só existem no mercado porque alguém acreditou e investiu em uma ideia inovadora: a) produzir alimentos limpos; b) oferecer condições para as pessoas gerarem sua energia elétrica; c) fornecer pequenos computadores-comunicadores de mão; d) filmar ou transportar pelo ar por meio de drones; e) fazer qualquer um ser um taxista; f) usar uma inteligência artificial que realiza as tarefas rotineiras; g) permitir que as pessoas se expressem para milhões de outras; h) ensinar virtualmente qualquer coisa; entre outras. É fato que, em meio a disrupturas desse porte, muitas ideias foram desenvolvidas e até lançadas sem sucesso. Às vezes, elas chegam um pouco cedo ao mercado (fora de timing); às vezes, as soluções são complexas (baixa usabilidade); às vezes, ainda, a oferta não enche os olhos do público-alvo (pouca satisfação). “Vamos esperar um pouco mais, simplificá-la ou torná-la mais direta”, diriam em sua defesa. Mas a complexidade do processo não pode desestimular o visionário. No entanto, ele deve entender o quanto uma solução disruptiva se distancia do contexto atual, para não acabar entre as muitas ideias fracassadas. Como diz John Naisbitt, em seu livro “O Líder do Futuro” (2007), “...em um desfile, se você for a batuta, não se afaste do pelotão, pois as pessoas podem pensar que você não faz parte dele...” O desafio de quem sonha além de sua realidade é transformar uma comunidade ao oferecer uma solução melhor para seus problemas. Se o empreendedor-gestor fizer com que as pessoas vejam a mudança como positiva, o negócio terá potencial para crescer.