Neste capítulo, já introduzimos os conceitos de empreender, empreendedor e como enxergamos motivos, oportunidades e papéis empreendedores. Ainda, abordamos nosso entendimento sobre o potencial empreendedor e os tipos de empreendedorismo. Também, apresentamos o que seriam os modelos e fluxos empreendedores, principalmente o neoempreendedorismo híbrido. Agora, voltamos a atenção ao empreendedor, em sua subjetividade e objetividade.
Negócios sustentáveis e alinhados a propósitos começam com empreendedores que reconhecem as características de sua personalidade, dominam seu processo de movimento e, principalmente, sabem que suas marcas pessoais serão transferidas para o DNA do empreendimento.
Portanto, antes de iniciar uma jornada empresarial, devemos avaliar se nossas motivações são profundas, saber quais são nossas forças e limitações e entender como crenças e valores influenciam nossas decisões estratégicas e relacionamentos profissionais. Isso é o que chamamos de autoconhecimento necessário.
Autoconhecer-se é conseguir responder a perguntas como: “quem sou eu?”; “O que me move?”; “Qual é o meu ritmo?” Sem identificar as características predominantes de sua personalidade e sua visão de mundo torna-se incerto o destino de uma operação com DNA desconhecido.
Esse processo de autoconhecimento serve como base para identificar e fortalecer comportamentos que serão essenciais na trajetória empreendedora. Ao compreender quem é, o que o motiva e como reage diante dos desafios, o empreendedor pode desenvolver atitudes alinhadas ao perfil do neoempreendedor, potencializando suas chances de sucesso.
Veja alguns comportamentos esperados de um neoempreendedor.
1. Valor útil das competências. Identificação de conhecimentos e habilidades pessoais relevantes para o negócio.
2. Sonho coletivo. Compartilhamento de valores e objetivos que estimulem o engajamento e a colaboração dos envolvidos.
3. Geração de valor. Ser motivado por criar soluções que atendam necessidades importantes e frequentes de um grupo relevante de pessoas.
4. Geração de riqueza coletiva. Criação de valor para todos, onde cada pessoa recebe de acordo com o que fez e o quanto contribui, garantindo justiça e engajamento de todos.
5. Tolerância às diferenças. Incentivo a um ambiente onde todos se sintam seguros para conviver com pessoas de pensamentos e crenças variadas, entendendo que equipes diversas são mais produtivas.
6. Valorização de perfis diversos. Estímulo à participação de qualquer pessoa com boas ideias e capacidade produtiva, mesmo sem experiência ou sem ser nativo digital.
7. Persistência e resiliência. Habilidade de enfrentar adversidades e utilizar os fracassos como aprendizado ao longo da jornada empreendedora.
8. Aprendizado contínuo. Disposição para buscar conhecimento, adaptar-se e inovar constantemente no atual cenário de mudanças rápidas.
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