Há uma boa notícia: nem tudo será desesperador. Existem certas boias por aí em meio à tempestade e há lugares em que o tsunami impactará um pouco depois. A complexidade do mundo digital não chegará para todos ao mesmo tempo, mas em ondas, como dizia o futurista Alvin Toffler.
Ainda há pessoas que operam no modelo de existência agrária (sujeitos ao dia e à noite, ao verão e ao inverno) e indivíduos vivendo na sociedade da produção, (com seus horários e sincronicidade de rotinas). Para esses, os ajustes não serão “supersônicos”, mas por volta de 120 km/h.
De qualquer modo, deveremos superar a velocidade de segurança (80 km/h). Se nos movermos a menos que isso, poderemos ser engolidos pelas ondas gigantes que chegarão inevitavelmente.
Precisamos enxergar que a sociedade do conhecimento veio para ficar. E, como sua força disruptiva é poderosa, ela destrói as pontes que nos ligavam ao passado, colocando cada um diante de um paradoxo existencial: haverá espaço para quem permanecer preso aos modelos mentais de antes? Ou a nossa chance de sobrevivência está em mergulhar logo na transição inevitável?
Figura 4 - Mundo em Transição: Do Analógico para o Digital
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