Para explicar o que acontece nessa transição do analógico para o digital, vamos demonstrar o que está mudando nos sete componentes básicos da atividade empreendedora: público demandante, produto, mercado, resolutividade, organização, ação produtiva e forma de crescimento.
1. Público Demandante – a internet e as redes sociais empoderaram os consumidores, oferecendo novos canais com informações sobre as soluções e a empresa. Dessa forma, em vez de transações simples, periódicas ou eventuais, as pessoas vêm estabelecendo relações comerciais intensas, até para comprar sanduíches. Lição: o consumidor está ativo nos processos de aprimoramento da solução (sugestões de melhorias), reciprocidade por fidelidade e coparticipação no fluxo de transação-entrega-descarte.
2. Produto – não adianta mais a solução só resolver o problema naquele momento. Ela precisa cumprir sua promessa desde a oferta e manter seus efeitos por mais tempo. Além disso, hoje, uma proposta deve expressar valor em múltiplas dimensões, por exemplo: tempo de espera até a entrega e os efeitos, resolutividades objetiva e subjetiva, relevância no sistema de resolutividade e integração com outras soluções.
3. Mercado – com a internet, fabricantes de soluções montam seu próprio e-commerce e, em vários casos, concorrem de forma predatória com as redes varejistas que os atendem em praças locais. Além disso, os avanços tecnológicos oferecem novas formas de resolver os mesmos problemas com maior segurança a um menor custo. Dessa maneira, além da concorrência local (horizontal), existem, também a concorrência direta com os fornecedores (vertical) e com os desenvolvedores de soluções (transversal).
4. Resolutividade – onde existe um problema, há outros relacionados. Por exemplo, além de lavar roupas, pode ser necessário amaciar, branqueá-las ou tirar manchas. A máquina que lava também seca. Foi-se o tempo em fabricantes de insumos para limpeza faziam só a linha básica de sabão em pó. Hoje, é urgente pensar em sistemas de resolutividade. A solução de lançamento é só a primeira de outras que serão oferecidas ao longo do tempo.
5. Organização – em um mundo em rápida mudança, estruturas rígidas não permitem ajustes rápidos. Mantenha uma organização adaptável, flexível e autônoma com planos de contingência para responder rapidamente aos movimentos da concorrência.
6. Ação Produtiva – além de seguir o planejado, os colaboradores devem estar preparados para lidar com imprevistos. Um bom domínio da informação e um processo decisório compartilhado garantem a autonomia necessária em todos os pontos operacionais.
7. Crescimento – a operação inicial deve ser apenas o começo. Quando tudo muda rápido, é imperativo que uma organização procure crescer e se replicar para alcançar a maior escala de atuação possível. Se a empresa ficar estagnada, ela não poderá investir em novas linhas de soluções e, inevitavelmente, suas despesas sobrecarregarão suas receitas. O negócio precisa ter o DNA do crescimento para impulsionar objetivos e resultados.
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