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As Tecnologias Disruptivas

As novas tecnologias mudaram completamente a forma de fazer negócios, seja para empreendedores tradicionais ou inovadores. Hoje, as pessoas usam computadores, notebooks, tablets ou smartphones, além de acessar redes de conexão e espaços de armazenamento digital. Nas rotinas gerenciais, plataformas colaborativas e ferramentas de videoconferência permitem que equipes trabalhem juntas, mesmo à distância. Vejamos o caso de uma agência de marketing cujo time está espalhado por várias cidades, mas se reúne virtualmente todos os dias para alinhar campanhas e metas de clientes, sem precisar de um escritório físico. Quem teria maior flexibilidade de atuação: esta ou sua concorrente tradicional? Sensores e sistemas informatizados executam e controlam tarefas com mais eficiência do que um batalhão de funcionários humanos. Tecnologias de segurança – como biometria, criptografia, antivírus e firewalls – são indispensáveis para proteger operações e dados digitais. Por exemplo, um consultório médico que guarda prontuários em servidores criptografados e controla o acesso com biometria, garantindo a privacidade dos pacientes. As lojas migraram para o ambiente virtual e as redes sociais se tornaram grandes ecossistemas de conscientização e promoção, utilizando big data para inserir cada usuário no contexto que deseja e se sente confortável. Um varejo de roupas pode criar anúncios especificamente para adolescentes de determinada região que sejam fãs de skateboarding, graças aos filtros de segmentação baseados em seus dados de navegação. Em breve, quem adotar sensores avançados, robôs conectados e inteligência artificial terá acesso a “colaboradores” que não precisam parar para descansar, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. Diante disso, surge a pergunta: como competir em um mercado sem conhecer as tecnologias necessárias? Classificação Tecnológica Simplificada (CTS) As tecnologias disruptivas estão transformando rapidamente o mundo, trazendo inovações que alteram profundamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos. Para facilitar a compreensão desse vasto cenário, organizamos essas tecnologias em cinco grupos principais: a) tecnologias estruturais – estruturadoras da vida digital; b) tecnologias de processos – viabilizadoras de usos; c) tecnologias para aplicação geral – aplicações gerais; d) tecnologias para aplicação específica – aplicações específicas e e) tecnologias futuristas – criadoras de um futuro mais digital. Figura 8 - Classificação Tecnológica Simplificada: Grupos de Tecnologias Disruptivas Falaremos sobre os três primeiros grupos – de tecnologias estruturais, de processos e para aplicação geral. Elas são essenciais a qualquer negócio atual, mesmo que algumas sejam mais relevantes para certos formatos empreendedores do que para outros. De todo modo, devemos conhecê-las para atuar nos mercados dinâmicos atuais. Além destas três, as tecnologias para aplicação específica e tecnologias futuristas serão tratadas no Tomo IV, quando estabeleceremos nexo entre o presente da B1G e o que pode ser revelar em nosso futuro digital. Tecnologias Estruturais Chamamos de tecnologias estruturais aquelas que formam a base da transformação digital. Elas servem de alicerce para as outras inovações e viabilizam o funcionamento das tecnologias digitais na prática. Sem esses pilares, não teríamos as soluções avançadas de hoje. Essas tecnologias (requisitos digitais) incluem: sistemas operacionais, malhas virtuais, serviços em nuvem. Sistemas operacionais – como Windows , MacOS , Linux e Android – são mais do que simples softwares; eles são a camada que permite o funcionamento de celulares e computadores, servindo como pontes entre as pessoas e o universo digital. Para interligar esses dispositivos (computadores, celulares, sensores etc.), precisamos de redes – malhas virtuais em fibra ótica, wi-fi e bluetooth. Elas permitem realizar ações desde o envio de uma mensagem até a coordenação de operações complexas em empresas globais. Com equipamentos autônomos e redes de comunicação, passamos a operar como nossos dados em servidores remotos. A chamada “operação em nuvem” transformou radicalmente a forma como armazenamos e acessamos informações. Não estamos mais limitados a dispositivos físicos ou locais específicos; agora, documentos, fotos e dados estão disponíveis a qualquer hora e lugar, graças a serviços como Google Drive , Dropbox , OneDrive (Microsoft) e iCloud (Apple). Essa flexibilidade não apenas facilita nossas vidas pessoais, mas abre novas possibilidades para modelos de negócios e formas de colaboração. Tecnologias de Processos As tecnologias de processos melhoram a maneira como as tarefas são executadas, tornando-as mais eficientes e produtivas. Elas controlam a coleta, análise e uso de dados para tomar decisões melhores e mais rápidas. Com essas tecnologias, as empresas otimizam suas operações, reduzem custos e aumentam a eficiência. Didaticamente, organizamos este grupo em quatro subcategorias: a) capacidades perceptuais – englobam tecnologias que captam informações do ambiente, ajudando-nos a entender e interagir melhor com o mundo ao redor. neste subgrupo, destacamos: os sensores (de temperatura, umidade, movimento, luz); o videomonitoramento (segurança patrimonial, controle de tráfego) e a biometria digital (identificação de pessoas por meio de características físicas únicas, como impressões digitais e reconhecimento facial); b) capacidades produtivas – incluem tecnologias que aumentam a eficiência e produtividade das operações, tais como: robôs industriais (aprimoram a precisão e reduzem erros); plataformas colaborativas (facilitam o trabalho em equipe, mesmo à distância, o que permite a comunicação e o compartilhamento de informações em tempo real) e a automação de marketing (envio de e-mails e gestão de campanhas); c) capacidades automativas – tornam nossas infraestruturas mais inteligentes e eficientes, entre elas: os prédios inteligentes (automatização do controle de clima, iluminação e acesso); transportes inteligentes (veículos autônomos, controle de tráfego) e agentes inteligentes – Alexa da Amazon e Google Assistant (tarefas cotidianas por meio de comandos de voz) e d) capacidades integrativas – conectam diferentes sistemas e dispositivos, permitindo uma operação mais harmoniosa e integrada. As principais capacidades desse subgrupo são: a robótica avançada (robôs cirúrgicos, robôs atendentes, robôs acompanhantes); as API’s – interfaces de programação de aplicações – (integração entre diferentes softwares) e internet das coisas (IoT) (conecta dispositivos e equipamentos para troca de dados e acionamento remoto). Tecnologias para Aplicação Geral As tecnologias para aplicação geral abrangem inovações adotadas amplamente em diversas áreas, o que torna os fluxos existenciais mais rápidos e eficientes. Nós as dividimos, também, em quatro subgrupos: a) informação digital – refere-se a tecnologias que nos ajudam a encontrar, analisar e utilizar informações: mecanismos de busca como o Google Search, Safari (Apple) e Bing Copilot (Microsoft); o Big Data (análise de grandes volumes de dados para encontrar padrões e gerar insights) e inteligência artificial generativa (AGI) – (criação de conteúdos, como textos e imagens, sem intervenção humana direta, exemplificada por ferramentas como o ChatGPT e o Midjourney ); b) gestão digital – engloba tecnologias que transformam a forma como as empresas operam e se relacionam com seus clientes. Por exemplo: sistemas de gestão empresarial – ERP (integram processos internos); sistemas de relacionamento com clientes – CRM (ajudam a gerenciar interações com clientes) e os pagamentos digitais (transações rápidas e seguras); c) vida digital – abrange tecnologias que facilitam as interações e atividades diárias, tais como: redes sociais (conectam pessoas ao redor do mundo); lojas virtuais (qualquer pessoa pode comprar e vender on-line) e assistentes inteligentes (ajudam em tarefas pessoais, controle de dispositivos domésticos) e d) segurança digital – envolve tecnologias que protegem informações sistemas, patrimônio e pessoas, entre elas: a cibersegurança (firewalls, antivírus e criptografia); a geolocalização instantânea (localização e deslocamento por GPS) e o blockchain (registro seguro e transparente de informações, base das criptomoedas ). Tecnologias mínimas necessárias As novas tecnologias impõem formas diferentes para fazer negócios, sejam eles antigos ou criados agora. Mas como atuar em um mercado tão dinâmico sem entender as tecnologias que o moldam? Ignorar essas inovações não é mais uma opção. Precisamos desenvolver uma cultura digital mínima, que contemple não só o que essas tecnologias fazem, mas como são usadas nos negócios. Não precisamos dominar todas as tecnologias que surgem, mas devemos reconhecer sua existência e impacto, pois, só quando inseridos na cultura digital, poderemos escolher quais delas adotar. A transição analógico-digital está em pleno curso. Quem não se preparar para atuar digitalmente corre o risco de ficar para trás. Ainda neste livro, exploraremos essas tecnologias, mostrando como elas influenciam as operações e a forma de realizar transações. Mais ainda, demonstraremos como as integramos na metodologia Bizzling® para criar, implantar, gerenciar, realinhar e alavancar empreendimentos de sucesso. Agora é o momento de interagir com as oportunidades e os desafios que essas tecnologias apresentam. Juntos, vamos desvendar o universo digital, desenvolvendo o conhecimento e as habilidades necessárias para gerenciar e expandir operações. Negócios em tempos digitais exigem que empreendedores e colaboradores tenham cultura digital, ao menos o mínimo necessário. Mas esse mínimo já não é tão pouco para quem permaneceu alheio às transformações da última década. Até aqui, introduzimos informações sobre três grupos e nove subgrupos de tecnologias para uso geral. São as que merecem citação agora. No capítulo “Conhecendo a Estrutura do Mundo Digital” do tomo IV, exploraremos em detalhes essas tecnologias e apresentaremos os dois grupos restantes – tecnologias para aplicação específica e tecnologias futuristas – com seus sete subgrupos. Figura 9 - Três Grupos e Nove Subgrupos Tecnológicos de Uso Geral (TECHAES) Após tantas informações sobre disruptura analógico-digital, é hora de entender e usar as tecnologias que você precisa para atuar no meu mercado. Didaticamente, diríamos que são três passos. O primeiro foi mostrado aqui: existe um conjunto mínimo de tecnologias digitais – aquelas que o Bizzling® apresentará ao longo de 30 temas. Em qualquer capítulo que você acessar, encontrará, também, as ferramentas necessárias para usar aqueles conhecimentos no mundo digital. O segundo passo é deixar de lado a ideia de usar a tecnologia em partes separadas. Para o digital funcionar, tudo precisa estar integrado. Por exemplo, a informação depende da inserção de dados, seja por sensores, sistemas ou digitação manual. Por isso, hardware (equipamentos), software (programas), redes de acesso e pessoas com cultura digital formam um conjunto harmônico. Se faltar ou falhar algum componente, o “milagre” digital não acontece. E o terceiro (e mais importante): não temer o desconhecido. O mundo digital é diferente, mas segue as mesmas regras da vida analógica. Se confiar nisso, você verá que mudam os termos e a forma de operar, mas as variáveis ainda são as mesmas: capital, estrutura, mercado, insumos, operadores, produção, soluções, ofertas, consumidores, vendas, entregas, recebimentos e pagamentos, resultados, lucros ou prejuízos. Para saber o seu grau de imersão na cultura digital, use a nossa ferramenta “Autoavaliação Techaes” no site www.bizzling.com.br.