Realinhar o pensar-sentir é o primeiro passo para uma nova estabilidade.
Após uma grande disruptura, a reestabilização começa pelo realinhamento do pensar-sentir , ou seja, harmonizar a usina dos pensamentos (a mente) com a fonte dos sentimentos (o coração). Esse estado de equilíbrio mente-coração cria as condições para a percepção das novas dinâmicas do aqui-agora , por meio das quais o ser humano expressa sua existência individual e coletiva.
Figura 7 - A Busca pelo “Novo Normal”: Jornada de Adaptação
Apesar das inseguranças e angústias que um processo de reestabilização provoca, o caminho evolutivo da humanidade passa por fazer as pazes com as incertezas sobre o futuro, aceitando que ele sempre é construído no aqui-agora.
Em disrupturas assim (ciclos de instabilidade-estabilidade), o desafio é viver conectado com a realidade do momento, fazendo o seu melhor e, dessa maneira, desenvolver uma nova forma de pensar-sentir que se reflita em movimentos alinhados de agir e reagir.
Como só existem sequências de aqui-agora, o hábito de visitar os pensamentos do que se deseja realizar ou as memórias do que se fez contribui para o indivíduo permanecer em desequilíbrio frequente, entregue às surpresas e frustrações de um presente abandonado.
A maioria das pessoas passa muito tempo inquieta entre o que pensa e o que sente. Vivem situações que não fazem sentido, se frustram, mas continuam no piloto automático. O caminho para encontrar um novo equilíbrio começa ao reconhecer a existência dessa incoerência e, a partir daí, escolher agir com mais consciência, em vez de só reagir ao que acontece.
É fato que, após uma fase de grande instabilidade, poucas pessoas encontram rapidamente o seu novo normal.
CapítuloGestão
5 min
Índice: 10