Os direcionadores comportamentais de uma sociedade são seus modelos mentais vigentes. Ou seja, se sucesso significar um bom emprego e objetivo de vida for segurança, então iniciativas em sentido contrário sofrem ataques daqueles que vivem segundo essas regras sociais.
Assim, quem deseja empreender já sofre pressão contrária a partir de seus grupos sociais íntimos: família e amigos. Mesmo que tenha se preparado para iniciar seu negócio, as pessoas próximas temem que sofra um eventual insucesso – o que caracteriza uma aversão coletiva ao risco.
Assim, fica claro que a busca pela segurança do rendimento fixo mensal é um dos grandes obstáculos ao desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil. Mas viver acreditando em uma rotina de previsibilidades é uma ilusão: altos e baixos fazem parte da experiência humana. O desafio está em prolongar os períodos de bons resultados e aprender a superar, com resiliência, as fases mais difíceis – seja você um empregado ou um dono de negócio.
Em uma perspectiva empreendedora, emprego não é objetivo de vida nem renda fixa, sinônimo de sucesso. Se o projeto de país para o Brasil for a geração de riquezas para reduzir a miséria e a violência, com a consequente inclusão social, o objetivo de vida dos brasileiros empreendedores precisa ser criar e realizar e sucesso deverá significar resultado de esforço inteligente e geração de valor percebido.
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