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O atual contexto disruptivo

Desde a segunda metade do século XX, com o surgimento das tecnologias informacionais, um novo mundo vem se descortinando. Nele, as inovações logo se tornam obsoletas. Você se lembra do televisor de tubo, da tv de LCD, de como era antes das Smartv ? Percebe o que aconteceu na sequência do vinil, toca-fitas, CD-player e pen-drive? Registrou como surgiram e desapareceram mimeógrafos, máquinas de datilografia, fotocopiadoras e, agora, as impressoras? Você usou telefone de disco, tecla, sem fio, celulares analógico e digital? O que será dos smartphones de agora? Antes da informação eletrônica, as coisas eram analógicas. Por exemplo, os relógios mecânicos tinham engrenagens. Hoje, qualquer aparelho tem um microchip e usa programas para realizar as funções mais simples. Agora, existem novas formas de obter energia, produzir e viver impulsionadas por bits e bytes . Um ambiente de computadores que estimula comportamentos produtivos e sociais diferentes dos anteriores, tendo, como sua faceta mais perceptível, a vida virtual na internet, redes sociais, inteligências artificiais e futuros metaversos. Vivenciamos um novo contexto de ressignificação de valores existenciais básicos (a qualidade da alimentação, o cuidado com a saúde, o sentido da existência, a importância do outro, o valor da conduta transparente, a produção como expressão de prazer, a preservação da natureza etc.). Motivadas por um acesso massivo à informação e aos meios de comunicação (áudio e vídeo), as pessoas vêm desenvolvendo novas dinâmicas existenciais para revelar sua autenticidade, construir autoimagem positiva, expressar emoções, interagir sem preconceitos, adquirir novas competências, realimentar sonhos, projetar caminhos, solucionar problemas, entre outros. Os mais jovens são nativos deste mundo digital e seguem sem grandes necessidades de ajustes. Eles nasceram imersos em novas tecnologias, com tablets que ensinam inglês; streamings de áudio e vídeo sobre diversos temas (culinária, cultura do cotidiano, erotismo, tecnologia, astrofísica, esoterismo etc.) e games que envolvem múltiplas ações (criação de raças, evolução civilizatória, combates, desafios lógicos e até treinamento profissional). No entanto, quem já está na maturidade continua utilizando formas de pensar, sentir e agir do século passado, que já não servem para sobreviver em 2025, mesmo tentando se adaptar. Por exemplo, atualmente, é difícil criar e lembrar de senhas, atualizar aplicativos, evitar fraudes por mensagens e e-mails ou controlar a conexão wi-fi em ambientes desconhecidos – só para citar alguns desafios atuais de segurança digital. Isto é só a ponta do iceberg. Há mais por emergir das profundezas de novos paradigmas ainda pouco conhecidos. Falamos da grande transição do mundo analógico para o digital: a B1G (The Big One, a maior). Figura 6 – B1G (“The Big One”): Transição do Analógico para o Digital