Você já percebeu que, à medida que sua empresa avança, administrar o crescimento se torna cada vez mais desafiador. Aqueles talentos que impulsionaram o seu negócio até aqui parecem, de repente, não bastar para enfrentar as próximas etapas. Esse é o paradoxo do crescimento: o que funcionou no passado pode não ser suficiente para o futuro.
No mundo do empreendedorismo, vendem-nos a imagem do "superfundador": aquele que tem a visão de um Elon Musk, a execução de um operário padrão, a frieza de um enxadrista e a organização de um auditor fiscal. A realidade, porém, é que ninguém é tudo isso ao mesmo tempo.
O desenvolvimento de um negócio é marcado por diferentes etapas, cada uma exigindo competências e perfis específicos dos seus protagonistas. Desde a concepção da ideia até o momento de expandir operações, devemos reconhecer que não existe uma única maneira de empreender: cada fase demanda um mix distinto de energias humanas, capaz de impulsionar o projeto adiante. Nesse percurso, o empreendedor precisa alternar entre vislumbrar o futuro, colocar a mão na massa e, posteriormente, ajustar estratégias para consolidar e ampliar os resultados alcançados.
Logo, após a ideia ganhar forma, a força criativa inicial precisa se transformar em energias complementares, que podem ser assumidas por você ou por outras pessoas. Portanto, você deve avaliar o que consegue adaptar e, principalmente, onde precisa buscar complementaridade.
Surge, então, a necessidade de uma ferramenta que ofereça clareza sobre quais papéis são mais demandados em cada momento da jornada empresarial, permitindo ajustes estratégicos na composição do time de liderança e no próprio papel do fundador.
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