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O teimoso - desconsideração de caminhos alternativos

Dizem que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. No entanto, persistir pode ser desgastante quando o que parecia pedra é, de fato, aço. Portanto, não confunda determinação com teimosia. Exemplos: continuar com preços premium em um mercado de consumo popular; tomar empréstimos sem cortar custos que geram prejuízo ou, ainda, vender artigos de beisebol onde ninguém pratica o esporte. Tudo isso é só teimosia. Focar demais na operação, às vezes, impede o dono do negócio de notar as mudanças no seu mercado. Com o tempo, qualquer solução pode ser superada por algo mais inovador. Se adaptações não forem feitas no tempo certo, um dia, você poderá amanhecer irremediavelmente falido. Então, quem quer sobreviver e crescer deve se perguntar: “Como ajusto a minha conduta quando estiver em dificuldades?” Em resumo: a) o simplório não vê necessidade de conhecimento prévio; b) o desnorteado não valoriza o planejamento; c) o despreocupado ignora a importância de monitorar e acompanhar indicadores e d) o teimoso insiste na mesma abordagem mesmo com evidências contrárias. Essas carências são comuns aos empreendedores brasileiros que, embora determinados, subestimam a importância da preparação para realizar seus sonhos. Por mais vontade que tenhamos de obter sucesso, precisamos saber para onde iremos, em qual ritmo, se teremos recursos suficientes até lá e se alguém conhece o caminho para orientar a melhor trilha. Figura 37 - Os Quatro Cavaleiros da Perdição: Agentes do Fracasso Empreendedor Em relação a esse “quatro cavaleiros”, apontamos os pontos negativos que eles representam: superficialidade, falta de plano, ausência de controle, teimosia. Mas, ao resolver suas fragilidades, eles se transformam em cavaleiros da virtude empreendedora e passam a apresentar, respectivamente: a) conhecimento técnico – preocupa-se em saber o que precisa, seja acessando informação por conta própria ou obtendo de fontes confiáveis; b) planejamento – reconhece a importância de conceitos como: força e fraqueza, causa e consequência, indução e contenção, risco e retorno. Usa os recursos disponíveis para induzir movimentos por uma causa justa e transparente, ciente dos riscos envolvidos e possíveis consequências; c) acompanhamento – entende que, além início e do final, há o durante, onde estão as chances de sucesso. Também chamado de controle, o acompanhamento permite correção de fluxos, economia de tempo, redução de custos e manutenção da qualidade e d) flexibilidade – percebe que, mesmo que todos estejam errados, você não os convencerá a dar uma guinada de 180º e seguir por onde gostaria. É melhor encontrar um caminho viável para seguirem juntos. No site www.bizzling.com.br, disponibilizamos o Autodiagnóstico 4DK para ajudar a revelar como você se encontra em relação a esses quatro parâmetros de preparação.