No Brasil de políticas socioeconômicas ultrapassadas da sociedade industrial, negócios informais são o caminho de subsistência para pessoas que desistiram de buscar emprego: os excluídos (mais de 39 milhões de informais na economia brasileira, IBGE, 3º Trimestre 2023).
Como reação à informalidade excessiva no trabalho, o Estado brasileiro desenvolve um processo de formalização desse empreendedorismo de subsistência por meio da instituição do microempreendedor individual (MEI). Suas estatísticas consultadas no Portal MEI em janeiro de 2024 apontam para mais de 12 milhões de cadastros realizados, atendendo a uma parcela significativa de empreendedores que atuavam na informalidade.
Apesar de o programa MEI ser, também, um canal impulsionador de candidatos a empreender nos novos formatos de geração de valor, a maior parte dos seus cadastrados ainda é de empreendedores por necessidade de subsistência, cujas características são baixa qualificação, baixa inteligência em gestão de negócios e nenhuma expectativa de crescimento além do suporte à renda mínima desejada.
Seus optantes são, na maioria, pessoas que empreendem pela ausência de oportunidades de emprego para prover suas necessidades familiares básicas de alimentação, moradia, saúde, educação e transporte.
Empreender para sobreviver, apesar de envolver determinação, muitas vezes, é um grande dreno de energia das pessoas.
Oportunamente, trataremos do papel do MEI na alavancagem de profissionais a partir do conhecimento e da atuação físico-virtuais, pois, como empreendedores de autoprovimento, eles estão inseridos nos novos fluxos de geração-extração de valor, objeto de análise deste livro.
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