Duas décadas de repressão popular (anos 60 e 70), seguidas por outras duas de forte pressão inflacionária, privaram a nação brasileira da diversidade de ideais, novas lideranças e capital para investimentos.
Negócios não conseguiam remunerar investidores em cenário tão negativo. Operações com expectativa de 10% a 15% de lucro mensal não sobrevivem em economias com inflação de dois dígitos ao mês. Torna-se impossível obter resultado maior que a desvalorização da moeda.
Hoje, as condições econômicas e mercadológicas melhoraram, mas parece que boa parte das pessoas com habilidades inovadoras ainda não pensa em empreender. Elas procuram segurança nos empregos públicos, drenando o potencial gerador de riqueza do país: os jovens sonhadores.
Apesar da ampla oferta de oportunidades empreendedoras no carente mercado de trabalho brasileiro, quando confrontados com opções que envolvem risco, ficamos receosos e cheios de ressalvas. Não consideramos que essa fraca cultura empreendedora possa ter relação com a herança da aversão ao risco da atual geração adulta brasileira.
Quem mais empreende são as pessoas em situação de necessidade ou apaixonadas demais por seus sonhos. Seja por necessidade ou desejo, elas pouco consideram os riscos e se lançam, enquanto os mais preparados preferem ir atrás de empregos.
É possível empreender com análise e planejamento. A atitude empreendedora é a energia para montar negócios. Potencializada com qualificação para lidar com investimentos, riscos e resultados as chances de sucesso seriam bem maiores.
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