O fluxo empreendedor tradicional é uma sequência de processos de concepção, planejamento, alocação, desenvolvimento, implantação, lançamento, operação, avaliação, ajuste e crescimento. Cada etapa tem seu valor e força nas situações comuns. Quando há planejamento prévio e execução cuidadosa, essa forma de montar e operar negócios vem sendo eficaz.
Observemos esse modelo linear que muitos empreendedores ainda utilizam. Ele possui dez fluxos ordenados. Aqui, seguimos do início ao fim sem revisitar estágios anteriores. Alguns negócios executam pequenos ajustes entre as etapas, mas, em geral, o fluxo é composto por estes dez passos.
1. Concepção – aqui, refletimos sobre uma ideia de negócio. Avaliamos demandas de mercado e estudamos concorrência e tendências. Traçamos linhas gerais de atuação e escolhemos um rumo. Esse momento costuma ser mais introspectivo, no qual as visões sobre solução, organização, operação e investimento são debatidas em um grupo reduzido de pessoas.
2. Planejamento – constitui a base sobre a qual toda a jornada do negócio será estruturada. Definimos os recursos necessários, traçamos objetivos, montamos estratégias e organizamos como tudo vai funcionar, incluindo a estrutura societária, funções e recursos. Também cuidamos das exigências legais, gerando a personalidade jurídica da organização.
3. Alocação de recursos – fluxo para planejar e distribuir os recursos necessários à viabilização do empreendimento, sejam eles financeiros, humanos, tecnológicos ou materiais. Aqui, devemos garantir que cada área do negócio receba o que precisa para cumprir suas funções conforme o planejamento traçado. Assim, conectamos o planejamento estratégico e a execução das operações, permitindo que o projeto avance de modo sustentável e estruturado.
4. Desenvolvimento de produto – fluxo em que a ideia inicialmente concebida começa a tomar forma concreta. Aqui, transformamos conceitos em soluções palpáveis, detalhando especificações, funcionalidades e características técnicas do produto ou serviço que será oferecido ao mercado. Isto envolve pesquisa detalhada, análise de viabilidade, testes piloto e prototipagem, garantindo que o resultado final atenda às expectativas dos clientes e se enquadre nas condições operacionais planejadas.
5. Implantação – é o momento em que executamos o que projetamos. Aqui, construímos a infraestrutura necessária (sejam fábricas, lojas físicas ou sistemas digitais) e contratamos os colaboradores. Também, é neste fluxo que instalamos equipamentos, definimos e testamos os procedimentos operacionais.
6. Lançamento – aqui, colocamos o negócio em funcionamento para o público. Inauguramos a fábrica, o ponto de venda ou a prestação de serviços. Iniciamos o marketing para divulgar nossa proposta e realizar negócios. Recebemos clientes e registramos as primeiras transações.
7. Operação – este é o ponto em que passamos a gerenciar processos de maneira contínua – produção, vendas, finanças etc. Também, acompanhamos resultados, controlamos rotinas diárias e ajustamos detalhes de operação para aprimorar padrões de qualidade. Em resumo, mantemos o rumo definido nos fluxos anteriores.
8. Avaliação – fluxo em analisamos o desempenho das operações de forma criteriosa e sistemática. Aqui, utilizamos indicadores de desempenho, relatórios financeiros, feedbacks de clientes e métricas de qualidade para identificar pontos fortes e fragilidades do negócio. Assim, podemos entender o que está funcionando bem e o que precisa ser ajustado, oferecendo uma base sólida para a tomada de decisões, contribuindo para o aprimoramento contínuo das operações.
9. Ajuste – eventualmente, fazemos correções pontuais. Trocamos fornecedores e modificamos produtos ou serviços em resposta a mudanças de mercado. Aprimoramos processos, adicionando ou retirando linhas de atuação, mas, no geral, não alteramos profundamente o modelo de negócio.
10. Crescimento – aqui, expandimos por meio da abertura de filiais ou criação de franquias para atuar em outros mercados e aumentar o alcance geográfico. Também, desenvolvemos novos produtos e realizamos parcerias estratégicas para ampliar nossa presença.
Figura 30 - Processo Empreendedor Tradicional
O fluxo empreendedor tradicional segue um ritmo previsível da concepção à expansão. Embora permita inovações, ainda exige análises prévias e etapas longas, pois são feitas antes de cada movimento. Aqui, não se sabe “pivotar” de modo rápido como no digital.
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